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Historicamente centrada
no modelo de vendas
diretas, fabricante
passa de 30 a 65
parceiros e contabiliza
50% no SMB em 2008
A fabricante mundial de
equipamentos de
telefonia Avaya tem
várias características
pelas quais é
reconhecida pelo
mercado. Porém, desde
quando foi criada, em
2000, por um spin off da
gigante de
telecomunicações Lucent,
a companhia também
carrega outros atributos
que não são tão
favoráveis. As críticas
recaem sobre a
centralização do modelo
de vendas diretas para
grandes clientes de
contas mundiais (uma
herança da Lucent) e o
alto preço de seus
equipamentos, embora
reconhecidamente bons.
Em junho de 2007, quando
a empresa foi vendida
aos grupos de capital
privado TPG e Silver
Lake por US$ 8,2
bilhões, o mercado ficou
na expectativa da
divulgação de políticas
que mudassem esses
rótulos da empresa.
Foi nesse ambiente de
espera por novidades que
Marcos Corrêa assumiu a
diretoria de canais da
Avaya. Vindo de um
segmento paralelo, o de
dados, o executivo
trazia na bagagem a
experiência de ter sido
presidente da 3Com e ter
cuidado da área de
canais dessa empresa e
da Enterasys. Seus
planos na chegada foram
claros: aumentar a
atuação no território
nacional e mudar aos
poucos o modelo de
vendas diretas. Ambos,
uma reivindicação de
vários revendedores que
gostariam de iniciar o
trabalho com a marca ou
aumentar suas condições
de geração de leads. A
empresa contava com
menos de 30 canais nessa
época, com forte
concentração no eixo
Rio-SP.
Aos poucos, Corrêa foi
aumentando o número de
parceiros e buscando
adequação local para o
programa Avaya Business
Partner, que já existia
na corporação desde
2003. Quando a empresa,
já controlada pelos
grupos de capital
privado, anunciou a
estratégia Channel
Centric, no final de
2008, a fim de ganhar
mercado e desenvolver
uma melhor relação com
seus clientes, o Brasil
já estava adiantado,
contando com mais de 50
canais.
Quem esperou para ver
novidades viu a empresa
modificar seu jeito de
atuar. No final do
primeiro trimestre de
2009, o modelo de vendas
por representantes
locais ganhou mais um
reforço na parceria com
a Itautec. A área de
integração de sistemas
da fabricante nacional
passou a ajudar a Avaya
a vender soluções
unificadas e IP,
principalmente nos
mercados do Rio de
Janeiro, Minas Gerais,
Brasília, Espírito
Santo, Curitiba e Rio
Grande do Sul.
Atualmente, a empresa
possui mais de 65
canais.
Os incentivos aos
parceiros devem ter um
novo impulso em
setembro, quando fecha o
ano fiscal da companhia.
A qualificação
profissional e as
certificações devem ser
o foco dos novos
esforços.
Não bastasse a mudança
cultural nas vendas da
Avaya, a companhia ainda
decidiu quebrar outro
próprio paradigma
histórico. Em 2008, foi
lançado o IPO500, uma
solução de baixo custo
que atende call centers
de pequeno porte, mas
com grande potencial de
expansão. A novidade
está sendo trabalhada em
escala para pequenas e
médias empresas (PMEs).
Cada distribuidor da
marca manda o produto
para todas as revendas,
que recebem vídeos e
material de apoio para a
instalação. Tudo para
deixar o processo mais
rápido e aumentar o
poder de fogo da
companhia no segmento de
PMEs.
Nessa série de mudanças,
a empresa anuncia, em
junho, um laboratório
voltado para
desenvolvedores de
software para IP. As
instalações ficarão na
sede da Avaya, em São
Paulo, e em um
distribuidor da
companhia ainda não
definido. A iniciativa,
batizada de "Developers
Connection", contará com
um portal no Brasil. Os
desenvolvedores terão
acesso às APIs dos
produtos Avaya para
criar novas soluções
específicas para cada
necessidade detectada.
Boa repercussão e
melhoria
As medidas anunciadas
pela Avaya nos últimos
meses tem agrado os
canais. Quem viu a
mudança de atitude da
empresa de perto elogia
tais iniciativas. "A
política melhorou
visivelmente e foi feita
de maneira certa para
manter a qualificação
dos canais", diz
Alexandre Otto, diretor
de operações da IP
Connection, de São
Paulo. A Avaya responde
a 40% da receita do
canal, que há dois anos
trabalha com a marca.
Para 2009, esse total
deve passar para 45%.
As boas expectativas
também se refletem em
quem está a menos tempo
com a multinacional. "A
estratégia tem agregado
muitos leads de vendas
para nós", diz o diretor
executivo da ISH
Tecnologia, de Vitória
(ES). A integradora é
parceira da Avaya desde
o início de 2008.
Outra recém-agregada é a
Safe Systems, de
Curitiba (PR). Há apenas
oito meses certificada
como canal pela Avaya, a
empresa tem foco no
mercado da iniciativa
privada daquela região.
Cerca de 80% dos
clientes são de médio
porte e é nesse segmento
que a companhia quer se
especializar. "A demanda
de clientes que buscam
cada vez mais soluções
de convergência entre
voz e dados tende a
aumentar e precisamos
estar preparados com
produtos e preço",
comenta o diretor
comercial Cassio Lang.
No entanto, todos os
canais apontam novas
melhorias nas políticas
da empresa. A principal
delas é uma aproximação
cada vez maior com esse
público para sentir suas
dificuldades e
necessidades. "Em
Curitiba, tivemos
dificuldades para
contratar novos
profissionais para
conseguir as
certificações", lembra
Lang, da Safe Systems.
Para Otto, da IP
Connection, o discurso
para as PMEs deve ser
mais específico. "Essas
empresas têm
dificuldades de entender
o que é uma solução
mobile ou de mesagem
unificada", diz.
Fonte: revista
CRN Brasil - edição nº
289 -
1ª quinzena de junho
2009 -
seção "Promessa
Cumprida?" - páginas 46
a 48
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