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Saiba como se proteger contra a clonagem do cartão de crédito. PDF Imprimir E-mail
Sex, 10 de Dezembro de 2010 11:14

Você está em um restaurante, em um bate-papo interessante e descontraído. De relance, você percebe que o garçom levou seu cartão de crédito e o devolveu em alguns segundos, acompanhado de um recibo. O fato passa despercebido até que, horas depois, você recebe uma ligação do banco: alguém fez compras pesadas em seu cartão, principalmente em eletrônicos. Teria sido mesmo você?

O skimming – ou golpe do chupa-cabras, como é conhecido no Brasil – é uma forma de fraude financeira de alta tecnologia, e está em ascensão no mundo todo. Ele se apoia em mecanismos sofisticados de leitura de dados para copiar as informações da fita magnética de seu cartão de débito ou crédito. Ele pode capturar tanto o número de seu cartão quanto o PIN (Personal Identification Number), que é como se costuma chamar a senha do cartão. E tem sido utilizado não só em restaurantes como também em postos de gasolina e caixas eletrônicos.

Furto high-tech

Tudo que o criminoso precisa fazer é embutir um leitor de fita magnética sobre a fenda existente em um caixa eletrônico, ou substituir uma máquina de ponto de venda. Quando você passa seu cartão, o aparelho primeiro lê as informações, que em seguida são lidas pelo aparelho original – neste ponto, a transação ocorre como esperado. Mas agora o criminoso tem uma cópia exata dos dados de seu cartão, sem que você tenha se dado conta.
Aparelhos chupa-cabras mais antigos exigiam que os criminosos voltassem para recolher as informações de tempos em tempos – com isso, eles corriam o risco de serem descobertos. Mas os novos chupa-cabras podem transmitir os dados do cartão aos ladrões, tanto via Bluetooth (que tem um alcance restrito) ou por celular GSM.

Dessa forma, os ladrões – que podem estar num carro próximo ou em uma sala do outro lado do planeta – capturam os números do cartão em tempo real, no instante em que a pessoa faz uma compra ou um saque.

Pague na bomba

Os postos de gasolina podem ser os mais vulneráveis ao golpe, pelo menos nos Estados Unidos. As bombas de hoje são tão automáticas que funcionam no sistema self-service, o que dá aos criminosos a oportunidade de embutir os chupa-cabras durante a madrugada. Em uma cidade do Estado do Colorado, um funcionário da manutenção descobriu chupa-cabras dentro de três bombas de gasolina. Em 2010, uma investigação policial descobriu que 180 postos de gasolina em Utah tinham chupa-cabras em suas bombas.

Um consumidor de Utah afirmou à reportagem da TV local: “Eu não posso dizer o que há de diferente entre um leitor real e um falso, por isso certamente eu iria passar meu cartão nele.”

Os ataques com chupa-cabras tornaram-se tão comuns no Arizona em 2009 que o governador daquele Estado ordenou aos policiais rodoviários que inspecionem os postos de gasolina das principais estradas.

Caixas eletrônicos, outro risco

Os caixas eletrônicos são vulneráveis pelas mesmas razões que se aplicam aos postos de gasolina. Eles ficam expostos e sem vigilância. Na Europa, organizações criminosas escolheram as ATMs como alvo e a onda já atinge as maiores cidades dos EUA.

Em uma apresentação na Black Hat USA 2008, os pesquisadores de segurança Nitesh Dhanjani e Billy Rios mostraram fotos de um armazém repleto de leitores e teclados de cartões magnéticos, moldados em plásticos de cores diversas para que pudessem ser instalados nas ATMs do mercado.
Em resposta à ameaça, o banco Absa, da África do Sul, introduziu um sistema de segurança que borrifa spray de pimenta em 11 das ATMs mais vítimas de chupa-cabras. Infelizmente, as equipes de manutenção que tentavam consertar os equipamentos eram, vez ou outra, vítimas do dispositivo.

Senhas

Coletar os dados do cartão de crédito é uma maneira relativamente simples de capturar o número da conta. Mas os cartões de débito são ainda mais desejáveis pelas quadrilhas, porque os criminosos podem entrar numa conta bancária rápida e completamente sem que o correntista saiba o que está acontecendo.

A rede do cartão monitora o uso do cartão de crédito, e eles têm políticas rigorosas de prevenção de riscos e fraudes. Em contraste, os cartões de débito ligam-se diretamente à conta corrente, embora obter o PIN associado ao cartão de débito seja um pouco mais difícil.

O jeito high-tech mais comum de roubar os PINs são por meio de minúsculas câmeras montadas com um espelho olho-de-peixe e com um dispositivo eletrônico sobreposto ao teclado. Os criminosos são frequentemente pegos enquanto estão montando ou removendo tais câmeras, mas recentemente eles descobriram meios menos óbvios de roubar PINs.

Os PINs podem ser de quatro ou seis dígitos. Quando sua chave é seu PIN, o software da ATM ou do ponto de venda o converte automaticamente em um algoritmo de caminho único chamado hash. Assim, se alguém captura a corrente de dados, ele verá apenas o valor hash resultante, não os quatro ou seis dígitos originais.

Por si mesmo, um PIN que passou pelo hash é uma sequência inútil de números. Você não pode digitar esse número, porque esses dígitos seriam convertidos em outro valor. Em vez disso, você teria de encontrar um modo de gerar esse hash, e até recentemente isso não era muito fácil.

Em 2008, o FBI revelou que criminosos usaram os PINs de correntistas do Citibank durante um golpe em Manhattan. De acordo com documentos da agência, os criminosos localizaram os dados do PINs por meio de uma brecha de segurança; analisaram e decriptaram o algoritmo utilizado, e então geraram uma tabela com todos os números possíveis de quatro e seis dígitos que o algoritmo poderia produzir – o que é chamado, em criptografia, de Tabela Rainbow.

Os criminosos não tiveram de achar o número exato do PIN; eles tinham apenas de encontrar um número de quatro ou seis dígitos capazes de produzir o mesmo valor hash.

Banco Real da Escócia?Mesmo que os criminosos possam reproduzir o valor hash encriptado, eles não podem sacar mais que certa quantia durante uma única transação ou num certo período de tempo – a menos que alguém de dentro do banco ajuste esses valores. Isso aconteceu em 8 de novembro de 2008, quando uma gangue roubou a empresa de processamento de pagamentos RBS Worldpay, ligado ao Royal Bank of Scotland. Em um período de 12 horas, eles sacaram cerca de 9,4 milhões de dólares de caixas eletrônicos em 230 cidades de todo o mundo. Enquanto isso, alguém de dentro aumentava os limites de saque das contas – em um dos casos, para 500 mil dólares.

Um suspeito natural da Estônia foi extraditado para os Estados Unidos em agosto de 2010. Outro suspeito – Victor Pleshchuk, de 28 anos – foi condenado a quatro anos de liberdade condicional por uma corte russa. Um terceiro suspeito, não identificado, permanece em liberdade.

Proteja-se nas ATMs

Desde os ataques de 2008, as redes bancárias e de cartão de crédito melhoraram consideravelmente seus sistemas de retaguarda. Os fabricantes de caixas eletrônicos oferecem agora melhor proteção de dados, por meio de tecnologias avançadas. Por exemplo, os filtros de privacidade fazem com que as telas dos caixas eletrônicos tornem-se ilegíveis quando vistos de certos ângulos, para prevenir a ação de bisbilhoteiros. Alguns caixas têm teclados afundados para que câmeras não possam registrar sua senha, e agitam os cartões inseridos para que os chupa-cabras não possam lê-los.

Apesar dos avanços, quando ficar diante de um caixa eletrônico e tiver qualquer razão para suspeitar de que a máquina possa estar comprometida, não a use. Você pode querer passar os dedos no leitor do cartão para ver se há algo solto ou que simplesmente não combina. Se descobrir algo, informe ao banco e procure outro caixa para realizar sua transação.

Segurança no ponto de venda

É muito mais difícil detectar golpes nos terminais de ponto de venda, especialmente nas bombas de gasolina. O mais seguro, nesse caso, é usar um cartão de crédito em vez de um de débito quando pagar por gasolina, já que as redes dos cartões vão detectar e impedir fraudes rapidamente. Os consumidores de cartão de crédito são frequentemente cobertos por programas de seguro contra fraudes; mas, com cartões de débito, pode não ser o caso, dependendo do seu banco.

O chupa-cabras é apenas mais um golpe. À medida que as pessoas se tornam mais cautelosas – e a indústria de ATMs e meios de pagamentos ficam mais espertas – os criminosos passam a mudar de tática. Por enquanto, a dica é: consumidores e correntistas, cuidado.

Fonte: IDGNow

Proteção à Informação é obsessão do Gestor de Segurança de TI PDF Imprimir E-mail
Qua, 17 de Novembro de 2010 15:02

Pesquisa Global de Segurança da Informação 2011, divulgada pela PwC, mostra que os ataques de hackers aos sistemas e infraestruturas de redes preocupam, mas não são mais a grande dor de cabeça do gestor de segurança da Informação. Nessa linha, a exploração do dado ganha relevância cada vez maior, principalmente, em função da Web 2.0 (redes sociais, blogs, etc.).

O levantamento da Pwc, divulgado na semana passada no país, mostra que 40% das companhias pesquisadas implementaram alguma tecnologia de segurança para suportar web 2.0. Além disso, 23% têm uma política de segurança para uso de sites como Facebook ou outros recursos da web como blogs e wikis. Mas Ricardo Dastis, gerente-executivo da PwC, em entrevista ao Convergência Digital, manda um recado.

"Proibir por proibir o uso das redes sociais não faz nenhum sentido. O usuário final é hoje o grande pólo de atenção. Não há controle 100% das mídias, quando a tecnologia está à mão facilmente. O caminho é orientar, orientar e orientar, e claro, fiscalizar ", destacou.

A criação de redes sociais próprias, por exemplo, é uma opção feita por muitas corporações, mas não necessariamente a solução ideal. "Não há como impedir que o facebook, o msn seja acessado, se o usuário tem um smartphone próprio, uma internet com banda larga em casa. É estratégia mesmo. Cada vez segurança é mais estratégia", observa ainda o gerente da PwC.

Não à toa, há alguns anos, o malware e os incidentes eram as grande preocupações da Segurança da Informação em TI, com 45% na lista de prioridades. Hoje, ainda são motivos de atenção, mas respondem por 23%. A bola da vez é a exploração do dado, da informação - que passou de 18% para 27%.

"Com sistemas de segurança instalados, o gestor é claro, se preocupa com o malware, mas se um servidor for atacado, é chato, é uma tarefa de trabalho, mas há como remediar. No roubo de um dado importante, estratégico, o efeito é mais devastador. E nesse aspecto, há uma grande mobilização do gestor de segurança e do próprio responsável pelo negócio", sinalizou Dastis.

O levantamento da PwC, realizado com 12840 companhias, em 135 países, sendo 500 delas no Brasil,apurou um dado relevante no país - 66% dos entrevistados preveem aumento do orçamento para Segurança da Informação nos próximos 12 meses, dado considerado bastante animador. Mundialmente, esse percentual é de 49%. Continuidade do negócio e recuperação de desastres ficaram com 40% na lista de investimentos e proteção da reputação da empresa ficou com 35%.

Fonte: Convergência Digital

10 Dilemas da Segurança da Informação. PDF Imprimir E-mail
Sex, 12 de Novembro de 2010 12:59
A segurança da informação (SI) ainda tem muito a evoluir nos mercados emergentes, especialmente no Brasil, onde a economia aponta para registrar forte desempenho e cada vez mais companhias de diversas nacionalidades se instalam por aqui. Com este dinamismo, empresas e profissionais precisam estar mais bem preparados, já que, sendo o País a bola da vez em diversas áreas, certamente cultivará a atenção de hackers, cibercriminosos e outros delatores interessados em faturar com o roubo de informações ou mesmo em prejudicar as corporações por meio de publicação de dados estratégicos ou manchando a imagem da firma, o que poderia custar alguns milhões de reais.

Diversos estudos patrocinados por fornecedores de produtos de segurança da informação apontam para uma preocupação crescente com a área, mas especialistas ouvidos por InformationWeek Brasil para este especial dizem que ainda há um grande espaço para amadurecimento nas companhias instaladas no País, sobretudo as de origem nacional, uma vez que as multinacionais têm em seus DNAs a cultura das matrizes e, quando falamos de empresas norte-americanas e europeias, a preocupação com a proteção dos dados é muito maior. Resumindo, as brasileiras pensam bastante sobre o assunto, mas muitas não possuem estratégias e políticas formalmente desenhadas e implementadas.

O presidente da Isaca, Ricardo Castro, frisa que os desafios são os mesmos há dez anos. "Não mudaram, porque as empresas não chegaram à maturidade ideal. A tecnologia anda mais rapidamente e há um descompasso." Esta maturidade a que ele se refere está estritamente relacionada a processos, planejamento, conscientização e outras preocupações que compõem a lista dos dez dilemas elaborada a partir das opiniões de profissionais como ele, além de consultores e analistas da Deloitte, Daryus Strategic Risck Consulting e PricewaterhouseCoopers (PwC).

Só para ilustrar, o mais recente levantamento da Symantec sobre a preocupação com segurança entre executivos de TI na América Latina mostra que metade dos entrevistados prevê mudanças significativas na abordagem em SI. No Brasil, este porcentual foi de 61%. A pesquisa revela ainda que tecnologias como software como serviço (SaaS, da sigla em inglês) e virtualização de servidores e de endpoints causam dores de cabeça às equipes.

É fato que cuidar da segurança dos dados está cada vez mais complexo e não apenas pela sofisticação dos ataques online, mas pela mudança no perfil dos usuários, pelo crescimento na adoção de smartphones e outros dispositivos móveis e pela diversidade de sistemas operacionais que necessitam de suporte. Soma-se a isto um movimento não muito recente de adesão ao trabalho remoto, levando a segurança para muito além do perímetro da corporação.

Se você acha que isso vai custar muito, Edison Fontes, consultor em segurança e professor da Fiap, dispara: "custa a vontade de querer. É um custo compatível". E, como nada é simples como gostaríamos que fosse, Jeferson D"Addário, sócio da Daryus, coloca outro forte ingrediente na discussão: a necessidade de uma área de segurança trabalhando à parte da TI, sobretudo em empresas de grande porte, como parceira, e não totalmente subordinada e compartilhando orçamento.

Preparado? Confira nos próximos posts quais são os dez dilemas que os especialistas mais têm se deparado dentro das companhias brasileiras:

Fonte: IT web
O Futuro da Internet com VPi6 PDF Imprimir E-mail
Ter, 09 de Novembro de 2010 11:48

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